sexta-feira, 22 de abril de 2011

insónia viii

primeiro a pele
(um espanto susto arrepio)
tomando o espaço interior
(mergulha)
dobra-se e ainda o fora se sente como sendo só isso o mundo. não toda a pele somente aí onde tua mão inicia o repouso para o dia longo horas apalavradas os pensamentos tidos e não ditos ou a meio aludidos ou anulados e a decifrar.
(cuidas para ti ou murmuras
um só corpo é maior que o mundo
todo o mundo me cabe no teu olhar devolvido)
e no entanto ido passado a mão já não descansa toca acaricia o cansaço recuou já para outro lado amanhã. a mão pesa sobre o teu corpo sopesa a pele pensa-a rebele a pele e aí onde tocas meu amor tudo dura para lá do dia longo que passou
(já passou)
e adormeces e eu aqui estou insone
(dorme)
enquanto a mão se afunda na pele fundando o amor

(versão original aqui)

6 comentários:

Alê Crol disse...

Olá!
Seu blog é lindo, intenso e flui. Adorei!
Estarei por aqui!
Bom fds!
Bjs

benjamim machado disse...

obrigado alê. bom fim-de-semana para si também. beijos.

Jac disse...

Minha alma notívaga se viu retratada nesse poema. Lindo o teu blog!

benjamim machado disse...

obrigado jac, aparece sempre. bom fim-de-semana.

HMM disse...

vem fundo, o amor

benjamim machado disse...

é toda a profundidade do mundo e dos corpos