segunda-feira, 20 de julho de 2026

não reparámos que se abriu uma porta

não reparámos que se abriu uma porta
com a escuridão por trás

as sombras movidas pelo entardecer no teu peito
dão-me a essência do tempo
em que os teus olhos se abandonaram
dos meus e o coração as minhas mãos

a água arrepiada pela brisa e a pele
pela queimadura
revelam que já se deu por terminada a paixão
da magnólia        agora dos teus pés aproxima-se
o mel das tílias

a celeridade das aranhas nesta hora de espera
é o pouco que te resta para viver

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