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domingo, 26 de novembro de 2017

Põe-te a nu para a criação/Bare your self naked for creation

aos interessados: 

texto-conferência apresentado no encontro DARE 2017 - second international conference on Deleuze and Artistic research - "Aberrant Nupcials", no Orpheus Institut, Ghent, 20-22 de Novembro.

o texto pode ser lido e descarregado pelos sites academia.edu ou researchgate
boas leituras

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Para uma arte da vida

aos interessados: 
conferência por mim proferida, no fim de semana passado, na Universidade de Surrey (Guildford, UK), ao abrigo do colóquio "Writing about contemporary artists: challenges, practices, and complexities".

acesso em formato PDF pelos sites academia.edu ou resarchgate


quinta-feira, 8 de junho de 2017

Rosto e Mãos. Em torno de Deleuze, Derrida e Schiele

Resumo:
"Debruçar-nos-emos, primeiro, sobre a questão do rosto, através ainda de um certo tom humanista moderno, pela voz de Emmanuel Lévinas, talvez a última expressão digna e graciosa de criação de uma Ética – basta recordar o elogio de profunda tristeza escrito por Derrida para afirmarmos que a ética lévinasiana trata acima de tudo de dignidade humana. Centrando-nos na sua obra Totalidade e Infinito (1988), faremos uma leitura resumida das linhas de força do seu pensamento aí exposto em torno do Outro e da apresentação do Rosto para, de seguida, abordarmos o conceito de rostidade (visageité) de Deleuze-Guattari (1980).
Relendo uma vez mais a obra de Lévinas e a sua proposta radical de um retiro egológico para o digno acolhimento do Outro, a questão de saber se um rosto já o é ou se é produzido, justamente por aquele que se coloca na posição desnivelada de o acolher, mantém-se indefinida.
Procuraremos responder a essa pergunta, precisa e estranhamente, propondo a rostidade, enquanto conceito que configura o processo de subjectivação e significância de um corpo com a produção do rosto, como o processo de uma via negativa – uma que Lévinas talvez não concordasse – que se abre para a ética do filósofo franco-lituano. Por outras palavras, acolhe-se o Outro e o Rosto porque se o produz; a rostidade é, de certa maneira, um mecanismo que promove a Ética do Rosto de Lévinas, pelo que a critica de Deleuze e Guattari, de facto, é eficaz contra a «viragem ética».
De seguida, questionaremos o conceito de mão, através Derrida/Heidegger (1990) e de Jean Brun (1991), de modo a pormos em fuga os dois pontos que supomos à sombra da anciã questão do homem. Terminamos procurando pô-los a vibrar, rosto e mão, na obra do pintor austríaco Egon Schiele com algumas breves notas."

o artigo/ensaio pode ser lido aqui

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Novas notas para uma ficção suprema

"novas notas para uma ficção suprema - apontamentos sobre ética-estética, Corpo, Acontecimento, Fantasma e a morte como obra de arte", foi uma conferência proferida nas Segundas Jornadas de Jovens Investigadores de Filosofia, Évora, 24 a 26 de Julho de 2010, que pode ser consultada aqui entre as páginas 71-84.

aos interessados apresento o abstract:

O fim do século xx assume uma posição quase histérica na discussão 
sobre o corpo, disseminando-se em múltiplos estudos, e, bastas vezes, essa questão, 
levantada no cruzamento das disciplinas, revela-o como último bastião da 
modernidade (tema basilar de um  recente estudo de Bragança de Miranda,  Corpo e 
Imagem, 2008).
Passando por diversos autores contemporâneos, como Deleuze, Derrida, Agamben, 
Foucault, procuramos investigar a possibilidade de uma vida, partindo do Corpo como 
conceito maior, que resuma ou alie intrinsecamente ética-estética. O propósito será, 
pois, alinhavar apontamentos que retirem o pensamento sobre a ética do campo 
transcendental ou ideal e construindo-o no plano imanente.
Nesse sentido, relevamos o desvio de Michel Onfray quando afirma que toda a 
ontologia é precedida e pressupõe uma fisiologia. Esta afirmação releva um ponto 
fundamental, isto é, a importância do Corpo na criação de toda uma ética. Daí, 
sublinhando o carácter poiético do Corpo, as suas potências, as suas forças de criar, de 
fazer o mundo, questionamos a relação entre ética e estética, já aferidas por 
Wittgenstein como sendo a mesma coisa, respigando o tema da morte como obra de arte, 
cruzando igualmente os conceitos de Acontecimento e Fantasma.

PALAVRAS-CHAVE: Corpo; Ética; Estética; Acontecimento; Fantasma