sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

llorón

a boca encerrada à tabuada dos dias
e de cara na parede choroso contas
quantos dedos dessa mão
a que não te amparara a lágrima
são precisos à decisão que melhor te serve
a que te faria feliz nesse futuro
por ora e sempre levado

olho a ti do fundo do quarto
gravado na retina do olho
em que sou os teus passos
agora aqui onde ninguém
te quer habitar. a tua imagem
reflectida espelha-te da queda
ao alto a pupila por ora
e sempre um buraco abismado

2 comentários:

Anónimo disse...

gosto muito, fernando
Até muito breve:)
AR

benjamim machado disse...

sim, passagem de ano. estamos todos a precisar de dançar um pouco.