nos nossos últimos momentos a ausência morava no seu olhar. o tempo tinha erodido os meandros da memória e os lugares do sopro amaciados. a voz era um rastro para uma clareira queimada. a língua escondia-se num baú de que se perdeu a chave. terá havido um instante em que a menina do olho se incendiou e deixei de ser um estranho entre os outros, voltado a ser um corpo amado e um nome a vibrar nos lábios. e que entrou na neblina que cobria o mundo, quando nos despedimos.
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