domingo, 28 de junho de 2026
os bancos
os bancos onde os mortos são lembrados estão vazios. depois das chuvas que lavam as árvores do seu pólen, do vento que jubila e faz dançar a terra, o calor traz a secura e deixa uma camada fina sobre a madeira abandonada. aí fazem escalada os insectos que não se podem dar ao luxo de uma vida despreocupada. desenham-se com perícia e acuidade os mapas do conatus, coreografias, poemas. eu coíbo-me de me sentar. caminho. caminho, até que o silêncio seja ensurdecedor e os meus mortos deixem de me fazer sombra.
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