segunda-feira, 1 de junho de 2015

a mentira mora no céu da boca

1.
conheço agora quero dizer
vi o fremir da pele do mundo
a variação das estações a
batida serena do coração
junto às raízes a luz e o
entardecer das folhas prévio
à sua queda mas atenta ao
que dizem a mentira mora no
céu da boca todo este trilho
se verte em lodaçal se tu não
cingires a ti a testemunha

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