sábado, 17 de maio de 2014

Liebe im Schatten eines Olivenbaums

atravessamos o largo rio vogando à sua superfície
ou suspensos sobre esse esqueleto de ferro e pela janela
a luminosidade solar cai nos rostos felizes
fazendo-nos esquecer esta condição silenciada
estamos aqui por breves dias perdendo-nos pela cidade
ou entre areia mar e sal mapeando o rumo da língua na pele
mas a cada passagem devastas o meu corpo deixando-o
frágil e susceptível aos fantasmas que comigo se passeiam
procurando a porta por onde possam passar
e arruinar o que aos poucos e poucos vamos construindo
escuta não temas é só um leve tremor
um combate à partida por eles perdido
face aos teus lábios tingidos de vinho
e o exorcismo do sexo e mais ainda
por este amor aos poucos e poucos construído
esta fraga inquebrável às ondas de más memórias
como agora este amor sob a sombra de uma oliveira

2 comentários:

Maria Eu disse...

Frágil, como todos os amores...

benjamim machado disse...

mas a crescer, a fortificar e a frutificar cada vez mais :-). obrigado pelas palavras.